O poder do marketing de nostalgia.

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Um dos grandes fenômenos atuais no mundo digital, o aplicativo Pokémon Go, já bateu cinco recordes desde o seu lançamento. São mais de 130 milhões de downloads no mundo em pouco mais de um mês:

– Jogo mobile mais baixado em seu primeiro mês;

– Maior receita bruta gerada por um jogo mobile em seu primeiro mês (US$ 206,5 milhões de dólares – mais de R$ 660 milhões de reais);

– Mais rápido jogo mobile a faturar US$ 100 milhões;

– Jogo mobile no topo do maior número de rankings internacionais em seu primeiro mês, tanto em número de downloads quanto em receita, que são contados separadamente.

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Fonte: Pokemon Go Brasil

O aplicativo veio para comemorar os 20 anos da marca Pokémon, pronto para resgatar os antigos fãs, já que estes estão na faixa dos 30 anos, hoje com autonomia e um significativo poder de compra. Após o sucesso massivo do jogo, ficou ainda mais evidente que o público reage com mais intensidade àquilo que lhes desperta emoção. Muitas marcas já exploraram esse sentimento com diversas estratégias de marketing e vendas, e esse conceito tende a estar cada vez mais presente em campanhas publicitárias de diversos segmentos.

Segundo o dicionário Michaelis, a definição de nostalgia é “Sentimento ligeiro de tristeza sentido por alguém, pela lembrança de eventos ou experiências vividas no passado; saudades ou tristeza por algo ou alguém que já não existe mais ou que já não possuímos mais”. Esta sensação, segundo a Universidade de Chicago, muitas vezes anima e incentiva o consumidor a gastar e adquirir um produto que lhe cause essa sensação.

Até o maior evento esportivo do mundo, os Jogos Olímpicos 2016 que aconteceram no Rio de Janeiro, se rendeu ao clima nostálgico. Durante a cerimônia de encerramento, o Primeiro Ministro do Japão surpreendeu o público surgindo de um cano no meio do Maracanã vestido como o querido personagem Mário, do game Super Mario Bros. E é este personagem que nos apresenta, em vídeo, o que devemos aguardar para daqui a quatro anos nos jogos de Tóquio.


Na indústria cinematográfica vemos também esse tipo de abordagem nostálgica nos últimos tempos, com diversos filmes considerados clássicos nos anos 80 e 90 ganhando refilmagens ou sequências como Star Wars, Caça Fantasmas, Mad Max etc. A queridinha Netflix não faz diferente ao colocar em seu catálogo as séries Friends, Três é Demais, Gilmore Girls etc, que possuem legiões de fãs espalhados pelo mundo. Além disso, o serviço de streaming emplacou recentemente o maior sucesso entre as suas produções originais: Stranger Things, uma fonte inesgotável de referências a diversos filmes e com uma fotografia que remete o ar clássico dos anos 80. Um tiro certeiro para quem viveu ou é fã da época.

Stranger Things - Netflix

Fonte: Netflix

O mercado fonográfico também não fica atrás com as vendas de discos de vinil tendo aumentado mais de 30% no último ano,  gerando um novo fôlego em um mercado que estava há tempos adormecido. Atualmente, diversas bandas que vinham lançando seus álbuns digitalmente começaram a prensar vinis, para atingir também essa fatia do mercado.

Obviamente, as marcas de alto consumo não ficariam fora dessa. Gigantes do varejo como Coca-Cola e McDonald’s usam deste recurso há tempos em suas ações publicitárias, com cases de sucesso apostando no sentimento nostálgico dos consumidores.

 

O gostinho de nostalgia também está presente em marcas brasileiríssimas e até mesmo regionais. Presente na mesa das famílias do interior de São Paulo e Mato Grosso do Sul há mais de 60 anos. A Tubaína Funada também teve resgatados os sentimentos daqueles “bons tempos” em uma estratégia desenvolvida pela Agência MWitêr, que aplicada em suas campanhas de comunicação on-line, off-line, PDV e na abordagem do conteúdo nas redes sociais, rendendo-se às hashtags #TBT (Throwback Thrusday ou quinta-feira da saudade, em tradução literal) e #FBF (FlashBack Friday) em suas postagens.

Depois desse bate-papo todo, fica a pergunta: sua marca está preparada para o marketing da nostalgia? Vamos descobrir juntos, vem bater um papo com a gente.

Postado em 25 de agosto de 2016 em Artigos MW, Clientes

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